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Alegrias e constrangimentos no trabalho de tradução a partir de Segredo Ardente de Stefan Zweig



Gilda Lopes Encarnação esteve hoje na biblioteca da Escola Secundária André de Gouveia para falar das alegrias e constrangimentos no trabalho de tradução.

Partindo do trabalho de tradução da novela Brennendes Geheimnis (Segredo Ardente. Relógio d´Água: Lisboa 2014), de Stefan Zweig, procuramos perceber que, no processo de transladação de sentidos que a tradução também é – “übersetzen” (“traduzir”, em alemão), ainda comporta a ideia de “transpor para a outra margem” ou “levar para o outro lado do rio” –, há ganhos e perdas, alegrias e constrangimentos, porque a palavra, para além da polissemia que pode encerrar, transporta, com ela, um registo cultural, uma paisagem física e uma paisagem imaterial, um universo de vivências e de experiências. E o tradutor é esse barqueiro que une as duas margens do rio e que, não obstante a estranheza de que as constelações semânticas se possam revestir, se sente feliz quando as águas do rio fluem como se corressem na sua terra natal.
Para além de contextualizar a época em que a novela decorre e fazer uma breve biografia do autor, Gilda Encarnação ainda leu várias passagens da obra o que apaixonou os presentes e se tornou inspiração para futuras leituras.
Uma aproximação ao ambiente em que decorre esta novela pode encontrar-se no filme "O grande hotel Budapeste".






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