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Pandemia e Literatura

 Literatura Portuguesa 10º ano - Projeto Individual de Leitura

            Pandemia e Literatura

 Montado em seu cavalo alado, muitos séculos antes da nossa Era, Belerofonte foi o único herói grego que conseguiu derrotar a Quimera. Mas é bem possível que ela tenha voltado a assombrar-nos em pleno século XXI, sem que um outro ou o mesmo Belerofonte nos possa acudir.

Criação do imaginário da antiguidade clássica, a Quimera, monstro híbrido de três animais, espalhou pânico, catástrofe e mortes por toda Grécia antiga, deixando rastros de desgraça por onde passava. Mais ou menos como agora vivenciamos, atónitos e amedrontados, os destroços que o novo corona vírus provoca em todo o planeta. Seria ele uma Quimera?

 A arte, e mais concretamente a literatura, tem o dom de antecipar acontecimentos, de criar histórias que, ainda que nos pareçam improváveis, nos prendem e nos cativam pelo poder da palavra.

Por outro lado, a História tem-nos mostrado ao longo do tempo que as piores predições se podem transformar em realidades e nos nossos piores pesadelos.

A situação atual leva-nos a refletir sobre o mundo em que vivemos, desenvolvido, globalizado, dominado pela mão do Homem e, ao mesmo tempo, frágil quanto ao seu bem-estar físico e psicológico, inesperadamente postos em causa.

A História e a Literatura dão-nos grandes lições e serão decerto uma boa companhia em tempos de isolamento forçado, propício à reflexão.

As sugestões de leitura que se apresentam poderão trazer pistas interessantes para todos os que gostam de ler.

Para os que não gostam, serão certamente fontes de informação e contributos importantes para uma reflexão e formulação de opiniões. 

O ano da peste negra

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


Impulsivo como sempre, João carrega nuns botões marcando sem querer uma data fatídica: 1348. Não foi preciso mais nada para a máquina do tempo disparar para esse ano, o ano em que a tremenda peste negra varreu a Europa, assassinando milhões de pessoas. Claro que Orlando quis voltar para trás, só que a máquina avariou.

 
(…)

 

(...)

                                                                    (…)

As pandemias são doenças contagiosas que têm uma propagação muito rápida. As taxas de mortalidade são responsáveis por causar maior ou menor pânico. A Peste negra dizimou metade da população da Europa da Idade Média. Na ânsia de se salvarem, os mais abastados costumavam mudar de cidade assim que a Peste chegava.

Sete séculos depois, a peste negra continua a ser uma das epidemias mais letais da história. De 1333 a 1351, 50 milhões de pessoas morreram da doença — causada pela bactéria Yersinia pestis.


População usa máscara para se proteger da peste negra




Máscara usada durante a peste negra

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